O dia hoje foi mais curto, pois à noite tem show de tango!
O passeio começou por uma passada rápida pelo Teatro Colón aqui pertinho do hotel- só por fora, pois a visita guiada pareceu longa e havia uma grande fila de espera- e de lá rumei para o antigo bairro operário na curva do rio.
Ainda há algumas das antigas casas de zinco, que dão ao bairro uma certa beleza melancólica, melancolia essa que termina em um turbilhão azul e amarelo: La Bombonera, a casa do Boca Juniors, onde também fica o bacaníssimo museu "de la passión boquense".
O museu não é grande mas vale a visita, é bem legal. A história do time se mistura com a do bairro, e existem ótimas anedotas, como a do Boca ter perdido suas cores originais (preto e branco) em uma derrota nos gramados, e a comunidade de genoveses que declarou o distrito independente da Argentina (a república boquense durou um dia).
La Bombonera deve ser o estádio mais bizarro (e cool) do planeta. Tem uma arquibancada moderníssima em um dos lados e é velho de doer nos outros. Todo pintado de amarelo e azul, super compacto, deve ser o melhor lugar possível para um show de rock. Dali de dentro, é fácil imaginar como aquilo treme em uma final de campeonato.
Depois, foi a vez de dar umas voltas em Puerto Madero. O bairro é lindo, o moderno e o antigo convivem em perfeita harmonia e há inúmeros bares, restaurantes e cafés chiquérrimos, gourmetésimos, mas não carésimos - só meio caros, mesmo. Apesar da beleza e do movimento gastronômico, não é um local vibrante, lembra um pouco a Berrini, a Faria Lima e o Itaim - prédios de vidro, pessoas bem vestidas para o trabalho em escritórios, trânsito movimentado e pouca vida nas calçadas.
Bem, chega por aqui que preciso me arrumar. Hasta manana (bah, eu quero o til no n, tablet chato)!
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