sexta-feira, 6 de maio de 2016

Dia 06 - Adiós, Buenos Aires

Como o check-out do hotel era ao meio-dia, consegui espremer mais umas horinhas de passeio essa manhã para dar um adeus digno à capital portenha. Acabei indo parar em uma rua que era basicamente uma Teodoro Sampaio hermana: lojas de instrumentos musicais enfileiradas e rapazes muy guapos carregando suas guitarras nas costas. Uma boa maneira de me despedir da cidade e ao mesmo tempo me sentir super em casa.

Passei pelo centro jurídico e pela praça do Congresso. O prédio é lindo, mas se alguém dizer que o Congresso Argentino está precisando de uma limpeza, não é metáfora, estão falando de água e sabão mesmo. Se bem que não deve ser fácil manter aquela fachada, em uma cidade úmida, sem escurecer. Uma última passada na praça de maio para um cappuccino no Café Vitória (geeente, o chantilly deles é tipo Sahne, consistente e sem açúcar, perfeito) e a selfie básica com a Casa Rosada sem as luzes noturnas, e... já acabou!

Viagem boa é assim mesmo, sempre parece que dura pouco. Mas vale cada segundo.

Até a próxima!

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Dia 05 - Empanadas no San Juanino e a atmosfera inglesa de BA

Antes de falar do dia de hoje propriamente dito, o comentário obrigatório sobre o show de tango ontem: uma beleza. O jantar "gourmet" com vinho à vontade estava uma delícia, o teatro parece uma daquelas casas de jazz que mostram nos filmes de Chicago nos anos 20 e a apresentação em si é muito bela, com histórico do tango, orquestra ao vivo, bons cantores e bailarinos, além de talentosos, lindos. Experiência obrigatória, apesar do precinho meio salgado.

Hoje retornei à Recoleta para fazer a visita também obrigatória ao San Juanino, lar das empanadas mais famosas da cidade. E gente... é uma delícia! Claaaro que eu queimei a boca com a tradicional de carne que vem com uma azeitona inteira (pelando) dentro, e adorei a de roquefort com nozes.

Antes disso, dei um pulo na Bond Street, a Galeria do Rock daqui. Olha... tem uns grafites legais na parede, mas ela é bem menor que a de São Paulo, bem pouco menos feia, vende exatamente as mesmas roupas e acessórios e quase não tem loja de música de fato (é mais voltada para tattoo e piercing). Ou seja: se vir para cá, não perca seu tempo.

Dando um passeio mais "profundo" pelo bairro, notei como a influência inglesa por aqui é forte.Os cafés sempre têm anúncio de scone em promoção e o estilo de certos prédios e praças no lugares mais elegantes da Recoleta têm um ar bem Kensington/Chelsea. Falam muito da semelhança entre Buenos Aires e Paris, mas em suas muitas passagens (e confusões) por aqui, os ingleses definitivamente deixaram sua marca.

À tarde visitei o comércio popular do Retiro - nada de fotos, seria como sacar o celular e ficar dando bobeira na Rua Direita. Não, né. Mas aproveitei e passei pela milésima vez no ponto mais importante da 9 de Julho para tirar umas fotos do obelisco. Não podia faltar!

Voltei mais cedo porque resolvi "cear" na rua novamente. Amanhã só tenho mais umas horinhas por aqui, pois meu vôo sai do Aeroparque às 15h50, e tenho um belo quebra cabeças para enfrentar com a mala.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Dia 04 - La Boca, La Bombonera e Puerto Madero

O dia hoje foi mais curto, pois à noite tem show de tango!

O passeio começou por uma passada rápida pelo Teatro Colón aqui pertinho do hotel- só por fora, pois a visita guiada pareceu longa e havia uma grande fila de espera- e de lá rumei para o antigo bairro operário na curva do rio.

Ainda há algumas das antigas casas de zinco, que dão ao bairro uma certa beleza melancólica, melancolia essa que termina em um turbilhão azul e amarelo: La Bombonera, a casa do Boca Juniors, onde também fica o bacaníssimo museu "de la passión boquense".

O museu não é grande mas vale a visita, é bem legal. A história do time se mistura com a do bairro, e existem ótimas anedotas, como a do Boca ter perdido suas cores originais (preto e branco) em uma derrota nos gramados, e a comunidade de genoveses que declarou o distrito independente da Argentina (a república boquense durou um dia).

La Bombonera deve ser o estádio mais bizarro (e cool) do planeta. Tem uma arquibancada moderníssima em um dos lados e é velho de doer nos outros. Todo pintado de amarelo e azul, super compacto, deve ser o melhor lugar possível para um show de rock. Dali de dentro, é fácil imaginar como aquilo treme em uma final de campeonato.

Depois, foi a vez de dar umas voltas em Puerto Madero. O bairro é lindo, o moderno e o antigo convivem em perfeita harmonia e há inúmeros bares, restaurantes e cafés chiquérrimos, gourmetésimos, mas não carésimos - só meio caros, mesmo. Apesar da beleza e do movimento gastronômico, não é um local vibrante, lembra um pouco a Berrini, a Faria Lima e o Itaim - prédios de vidro, pessoas bem vestidas para o trabalho em escritórios, trânsito movimentado e pouca vida nas calçadas.

Bem, chega por aqui que preciso me arrumar. Hasta manana (bah, eu quero o til no n, tablet chato)!

terça-feira, 3 de maio de 2016

Dia 03 - Colonia del Sacramento (Uruguai)

Todos os roteiros que tenho visto para 05 dias em Buenos Aires sugerem passar um deles na cidade uruguaia mais próxima, Colonia del Sacramento e.... bom, eles estão certos.

Colonia é uma espécie de Parati, só que fria pra caramba- foi um dia a 10 graus com vento incessante. Não parece tão dramático, mas se compararmos com Buenos Aires, que não tem feito menos de 13 mesmo à noite, é uma bela diferença.

O centro histórico tem direito a muralha de pedras, igreja colonial e um pier de madeira charmosíssimo. Os cafés e restaurantes são todos muito belos, indo do bistrô tradicional à doceria hipster.

Aliás, a cidade se divide entre a tradição e o hipsterismo. Bicicletas coloridas e colares de Fimo com símbolos esotéricos se misturam ao couro gaúcho, as peles, o chimarrão e as malhas de tricô. Uma dica para quem quiser passear por lá: vá de tênis. Algumas ruas são de paralelepípedos bem assentados, mas outras seguem o esquema Parati mesmo, com as famosas pedras irregulares e escorregadias.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Dia 02 - Recoleta, Palermo e SanTelmo

Ao invés de dar um descanso para meus pés, já comecei o dia andando até a Recoleta. Visitei uma livraria construída dentro de um antigo teatro, o belíssimo cemitério e a Praça das Naçoes Unidas, ao lado da Faculdade de Direito, em frente a qual provei um scone versão agentina (com mascarpone ao invés do creme inglês- aprovadíssimo).

Depois de uma longa caminhada pela parte mais costeira do Palermo, o jeito foi apelar para o taxi. No coração do bairro, chegou a hora do almoço, com um (meio) bife de chorizo na Parrilla Don Julio.

À tarde, um passeio pelo descoladinho - e meio esquisitinho em algumas quebradas- San Telmo, com direito a foto com a estátua da Mafalda e tudo mais. Dali, já com as luzes começando a acender, caminhei até a Casa Rosada, que fica bem colorida com as luzes noturnas, e pude ver a Praça de Maio por inteiro.

Para fechar o dia, um pulo no tradicional Café Tortoni, uma espécie de Confeitaria Colombo daqui, cuja especialidade é chocolate quente com churros (médio, mas o cenário compensa). Sem mais delongas, seguem as fotos!